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Desde a pré-história, a arte sempre teve um sentido transformador, que não precisa de justificativas. Esta para confundir, perturbar, provocar e incitar o espectador...


A finalidade do blog é a experiência da resignificação, de somar conhecimentos sobre a matéria que está sendo tratada. Especialmente aquelas que são complexas em locomover o objeto de estudo ao laboratório, por exemplo, na Astronomia. A observação junto com a experimentação, fazem parte de um método científico que trabalha de maneira complementária e permite realizar a verificação empírica dos fenômenos.

A reciclagem material não era a finalidade, mas se tornou a consequência.
Obs.: O consumo consciente ajuda a diminuir impactos negativos no meio ambiente.
Reflitam e se reeduquem!
O meio ambiente, a sua saúde física, mental e financeira agradecerão!




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Trânsito, Educação e respeito

A educação para o trânsito na escola é uma questão de cidadania e de direitos humanos.

Objetivos: 
- Introduzir a Educação para o trânsito para transformar as crianças em agentes de transmissão de informações relativas ao tema.
- Faixa etária: crianças a partir do 1ºano.


O trânsito já faz parte da vida de qualquer ser humano. Mas a preocupação com ele, aparentemente, só começa quando o indivíduo resolve tirar sua "carteira de motorista", momento em que enfrenta aulas teóricas, assimila legislação de trânsito e parte para as aulas práticas em um espaço de tempo muito curto. De posse da habilitação, por ter decorado suas obrigações e deveres como motorista, a maioria se esquece de tudo, inclusive da segurança que deveria manter em relação a si mesmo e aos outros.
Mas dá para contornar essa situação se considerarmos que as escolas são celeiros de futuros motoristas. Afinal, qual a criança que não sonha em dirigir? Partindo dessa premissa, a Educação para o trânsito deve começar nas séries iniciais e aliar teoria e prática. Logo, as crianças devem ser orientadas para ter um comportamento adequado em relação ao respeito e a segurança exigida nas vias públicas, tanto na condição de pedestre quanto na de passageiro ou até como condutora de bicicletas. Aqueles que usam skates, patins, patinetes e outros brinquedos que promovem a locomoção ainda devem aprender que existem lugares apropriados e seguros para a diversão, que excluem as vias públicas.

Para elaborar um trabalho eficiente
Como toda atividade deve ter um caráter significativo para as crianças, cabe ao professor analisar a condição social da escola para desenvolvê-lo de acordo com a realidade local. Em grandes centros urbanos, a preocupação deve recair sobre o comportamento no trânsito, já em cidades menores, ela deve se voltar para o pedestre; não que uma abordagem deva excluir a outra, elas se complementam e devem ser desenvolvidas em paralelo, mas na proporção adequada.

Dica de leitura!
A menina da placa
Depois de assistir à aula sobre sinalização de trânsito, a menina chega em casa e conta, animadamente, para toda a família, o que aprendeu. Logo após o jantar, quando ela vai dormir, algo inesperado acontece... Editora: Lafonte Autores: Michel Gorski e Fernando Vilela Preço: R$ 36,90 Onde encontrar: www. editoralafonte.com.br

Para começar, que tal observar a forma como os alunos transitam pela escola? Muitos correm, empurram os colegas e chegam a provocar incidentes. A partir daí, exponha o caos da situação que eles mesmos criam e trace um paralelo com o trânsito, para levá-los a compreender que há uma necessidade de se locomover e também transitar com consciência e responsabilidade.

Dessa forma, eles começarão a adquirir valores e atitudes mais compatíveis no espaço escolar e, assim, também perceberão que o trânsito não necessita somente de leis e normas, mas de Educação e respeito ao próximo.

Despertada a consciência deles, fale da ética necessária ao bom convívio social, tanto no interior quanto no exterior da escola. Consequentemente, a família será envolvida a partir das reflexões infantis sobre o tema. Aos poucos, a conduta adequada, baseada em valores e princípios, passará a nortear o cotidiano de todos, principalmente se o respeito, o diálogo, a solidariedade e a justiça forem enfocados. Por conseguinte, as crianças também poderão se transformar em agentes de transmissão de informações, se prientadas sobre certos procedimentos que são frequentes na porta e no entorno da escola.

A mudança de consciência a partir da comunidade infantil

Atualmente, parece que os condutores de veículos têm interesses diferentes dos pedestres. Eles esquecem que, por vezes, também assumem essa condição, momento em que reclamam dos demais motoristas quando são desrespeitados. No entanto, basta estarem na frente do volante que, por mais uma vez, assumem comportamentos desastrosos, que derivam da falta de maturidade, da distração e até da desobediência às normas de trânsito. Nesse contexto, embora a criança tenha suas limitações em relação à conduta feita pelos adultos, quando orientada, ela pode influir no comportamento daqueles que a transportam. Para começar, repasse as seguintes dicas a elas:

1- A importância do semáforo: antes de iniciar qualquer trabalho de Educação para o trânsito, certifique-se se as crianças conhecem o significado das luzes do semáforo, tanto na condição de pedestre quanto na de passageiro ou condutor. Feito isso, introduza os primeiros conceitos para que elas se posicionem diante das situações que lhes são apresentadas no dia a dia.

2- Parar em fila dupla em frente à escola: a atitude é comum, mas emperra o trânsito que, por sua vez, torna-se barulhento, devido ao acionamento de buzina ou brigas que podem ter consequências graves. Em casos como esse, a criança deve ser orientada a conversar com os pais e, junto a eles, encontrar uma alternativa para evitar a infração em qualquer lugar.

3- Parar em lugar proibido: muitos motoristas fazem isso e, ao serem questionados, dizem que é só por alguns segundos, para que aluém entre ou saia do carro ou para que aluma coisa seja carregada ou descarregada. Alunos que vivem essa situação devem ser alertados para, depois, comunicar aos pais quais os perigos q que estão se expondo. Para tanto, é preciso que eles conheçam as sinalizações básicas das placas de trânsito.

4- Excesso de velocidade: o problema é recorrente no entrono da escola, em passeios e viagens familiares. Mas se as crianças já compreendem o significado das placas de trânsito, elas podem dialogar com oa pais e explicar que a atitude coloca em risco da vida de todos eles.

5- Para atravessar uma rua: se no local tiver sinalização, ela deve ser obedecida tanto pelo pedestre quanto pelo motorista. Caso não tenha, ambos terão que ter consciência redobrada para evitar acidentes. Em algumas cidades brasileiras, os pedestres já podem sinalizar (levantando a mão) para fazer a travessia. Porém, comoainda são poucos os motoristas que prestam atenção nas calçadas e na circulação das pessoas, a criança que anda a pé deve ter muito cuidado. Já as que andam de carro, devem evidenciar a importância do sinal para o condutor do veículo que, ao assimilá-lo, também estará promovendo a segurança do pedestre.

6- Para andar de bicicleta: o ciclista, independente da idade, tem que estar equipado com capacete e demais apetrechos de segurança (pois ninguém está mais visível, porque é seu corpo que indica a maioria de suas intenções. No entanto, ele ainda pode sinalizar com as mãos e os braços para mostrar para o motorista o que pretende fazer. Como, por lei, os carros devem manter a distância de 1,5 metros das bicicletas, nenhum ciclista deve de encostar aos veículos nem forçar uma situação contra um carro ou ônibus. Ao trafegar, além de procurar por caminhos alternativos, ele ainda tem que ficar encostado na guia das calçadas.

Dica de leitura!
Trânsito – Mobilidade e Cidadania
A coleção foi concebida pela pedagoga Maria Ribeiro, especialmente para as crianças do Ensino Fundamental I desenvolverem a consciência cidadã, a partir de assuntos relacionados à segurança individual ou coletiva. O texto evolui pelos cinco livros que a compõe, levando em consideração os papéis que o leitor desempenha no trânsito, como pedestre, passageiro, ciclista e observador das diversas situações reais a que está exposto durante o convívio social no trânsito. Repletos de informações didáticas, atividades, jogos e trechos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), permeados por ilustrações, charges e fotos sobre o tema tratado, cada um deles ainda traz um guia para orientar os professores sobre como aplicar o conteúdo das publicações. Embora o número de páginas varie de volume para volume, o preço médio de cada exemplar é de R$ 49,00. Instituições interessadas em adquirir a coleção e obter mais informações devem contatar a Editora Escola Educacional pelo sitewww.escalaeducacional. com.br ou pelos telefones (11) 3855-2203 (São Paulo e regiões metropolitanas) / 0800-772-2120 (outras localidades).
Anote!
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que passou a vigorar a partir de 22 de janeiro de 1998, é considerado como um dos mais avançados do mundo, pois trouxe consigo muitas inovações. Uma das mais significativas é que, pela primeira vez, ele dedica um capítulo exclusivo à Educação, determinando, entre outros aspectos, a implementação da Educação para o trânsito em todos os níveis de ensino.
Preste atenção!
Para atender ao disposto no CTB, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) elaborou Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito no Ensino Fundamental, cuja finalidade é trazer um conjunto de orientações capaz de nortear a prática pedagógica voltada ao tema.
Para obter as diretrizes
Para desenvolver um trabalho bem fundamentado, acesse e faça o download do documento em www.denatran. gov.br/download/ Portarias/2009/ PORTARIA_ DENATRAN_147_09_ ANEXO_II_DIRETRIZES_ EF.pdf .

Dificuldades infantis no trânsito
Como são muitas, elas podem gerar debates em sala de aula, para que as crianças encontrem uma melhor adequação para transitar com segurança. Entre tais dificuldades, destacam-se:
1. Dificuldade de localização, de julgamento da distância nas vias de tráfego ou de encontrar locais seguros para atravessar que não sejam os evidentes (como as passarelas, por exemplo).
2. Necessidade de maior tempo para processamento de informações.
3. Capacidade de lidar apenas com um fato ou uma única ação de cada vez (até aproximadamente sete anos).
4. Tendência à distração e ao comportamento imprevisível, decorrente da concentração exclusiva para uma única atividade de interesse.
5. Incapacidade ou dificuldade de se colocar na posição dos outros, o que é fundamental para a compreensão da complexidade do trânsito.
6. Pequena estatura que prejudica tanto a visão do trânsito pela criança, como dificulta a visão da criança pelo motorista (note que, os olhos da criança ficam entre 80 cm e 100 cm de altura, enquanto os dos adultos estão entre 150 cm a 175 cm de altura).

Após as orientações e debates, parta para a prática condizente ao estabelecimento de ensino no qual atua. Se necessário, recorra aos departamentos de trânsito do município ou do Estado no qual a escola está inserida. A maioria deles disponibiliza materiais e outros recursos que ajudam a criançada a entender a importância da Educação para o trânsito. Observe também as dicas que nos foram enviadas por dois colégios que trabalham com a temática e já obtiveram resultados, para se inspirar, adequar ou reproduzi-las com sua turminha.
Alunos atuam como “guardinhas de trânsito”
A iniciativa vem do Colégio Santa Maria, zona sul de São Paulo (SP), onde os corriqueiros congestionamentos que atormentam a vida dos paulistanos viraram tema de projeto nas classes de 2º ano do Ensino Fundamental. Diariamente, quatro alunos por turno se revezam na tarefa de ajudar a organizar o trânsito interno da escola nos horários de entrada e saída.
Na prática, as crianças, vestidas com colete, controlam o tráfico utilizando cavaletes. Antes de vivenciar esse trabalho, os “guardinhas de trânsito”, como são conhecidos, ficam a par das regras internas da escola, percorrem o caminho dos carros e aprendem conceitos fundamentais, como a importância de não poluir, sentar no banco detrás, usar sempre o cinto de segurança e manter o veículo em boas condições de funcionamento.
Aqui vale enfatizar que esse trabalho educativo só foi possível porque o embarque e o desembarque dos alunos acontecem dentro do próprio colégio. Hoje, com essa simples medida, já é possível verificar que a maior agilidade interna da operação ameniza o trânsito externo, que também conta com o apoio de uma equipe treinada para organizar o movimento do entorno da escola e que ainda controla a saída de pais e alunos. Tanto aqueles que vêm a pé como os que chegam de carro já estão habituados a seguir as orientações dos seguranças, eles já não param mais no meio do cruzamento e, assim, dão maior fluidez ao tráfego.
Sinais de trânsito nos grandes centros urbanos
Como no Sul do nosso país o problema não é diferente, em Encantado (RS), o Colégio Cenecista Mário Quintana1, também envolveu as turmas do 2º ano em um projeto bem interessante, por acreditar que se tornou necessário educar as crianças desde cedo para o trânsito. Devido ao grande crescimento da população dos centros urbanos e o consequente aumento do número de veículos nas ruas, coordenados pela professora Carla Bregolin, os alunos passaram a estudar tanto alguns sinais de trânsito – entre os quais Pare, Ciclovia, Faixa de Segurança, Dê a Preferência – quanto as vias de circulação e a geografia dos centros urbanos.
Para por em prática todo o conhecimento adquirido, eles construíram uma minicidade com materiais recicláveis – como caixas de leite e papelão recortado –, com todos os detalhes possíveis: prédios, casas, campo de futebol, carros, pedestres e a imprescindível sinalização de trânsito em todas as ruas e vias da maquete.
Preste atenção nestes dados alarmantes:
No Brasil, os acidentes no trânsito ainda representam a principal causa de morte de crianças entre 0 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, foram contabilizados 1.971 óbitos somente em 2008. Desse total, 42% das crianças morreram em virtude de atropelamentos, 31% devido à condição de passageiro do veículo, 6% porque pedalavam e os 21% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito. Mas, com a Lei da Cadeirinha, que entrou em vigor em setembro de 2010, esse número teve uma baixa significativa até setembro de 2011. Entre as crianças de até 10 anos, ele caiu em 23% em apenas um ano.
Somente esses dados já demonstram a necessidade da implantação de medidas urgentes, sobretudo educacionais, com o intuito de mudar essa situação, conforme determina as Diretrizes Nacionais para Educação no Trânsito. Embora o tema deva ter uma abordagem transversal, ele é imprescindível.
Estatística absurda
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 6 mil crianças até 14 anos morrem e 140 mil são hospitalizadas anualmente no país, montante que representa R$ 63 milhões de gastos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O Estudo de Mortalidade e Hospitalização por Acidentes com Crianças até 14 anos, coordenado pela ONG Criança Segura, divulgado em 2007, revela que, entre todos os acidentes com crianças até essa faixa etária, o trânsito é responsável por 40% das mortes.
Linguagens do trânsito
Basicamente, ela é composta por três tipos: a visual, baseada em ícones (figuras e imagens); a sonora, que se fundamenta em sons emitidos pelo agente de trânsito e pelas buzinas dos veículos; e a gestual, que contempla gestos de agentes de trânsito, condutores, pedestres, ciclistas, motociclistas e demais usuários das vias públicas. Todas têm como função possibilitar a comunicação com e no espaço público, tanto que, se as pessoas não as decodificam, elas também acabam por ocasionar situações de conflito e até acidentes.
Sobre a segurança no trânsito
Na acepção da palavra, “segurança” é a qualidade ou condição do que é seguro, livre de risco. Sendo assim, no que se refere ao trânsito, o espaço público deve ser seguro. Logo, os veículos, as vias e as calçadas não podem oferecer nenhum risco para as pessoas. Embora a segurança do espaço público seja uma tarefa dos órgãos também públicos, ainda cabe a todos nós minimizar os possíveis riscos para obter a segurança necessária.

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